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domingo, 12 de setembro de 2010

CALENDÁRIO

A Luminosidade anuncia temporada de Fashion Rio, Rio-À-Porter e SPFW. As datas da 18ª edição do Fashion Rio e da 30ª edição do SPFW para lançamento das coleções Inverno 2011 já estão definidas. O Calendário Oficial da Moda Brasileira tem início com o Fashion Rio, que será realizado entre os dias 11 e 15 de janeiro, nos armazéns do Pier Mauá. O Rio-À-Porter, salão de negócios de moda e design oficial do evento, começa em 12 de janeiro e terá três dias de duração. Em São Paulo, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro, no Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera, será realizado o SPFW. Nesta edição, o SPFW comemora seus 15 anos e diversas ações especiais estão sendo preparadas pela organização do evento. Fiquem ligados no FFW para notícias oficiais do Calendário Oficial da Moda Brasileira.

sábado, 17 de julho de 2010

NEW TOPS @ BR









Fotos @ Rogério Cavalcanti
Styling @ Chialin Chiang
Direção de arte @ Romeu Silveira
Assistente de foto @ Jorge Escudeiro
Modelos @ Uliana Tikhova @ Joy, Malu Ribeiro @ Way, Indiamara Daggerone @ AMZ, Luma Grothe @ AMZ, Malu Bortolini @ Joy, Viviane Oliveira @ MM, Carla Monfort @ Ello e Angelica Erthal @ Ford.

domingo, 4 de julho de 2010

PENSATA DA PALÔ #15

Considerações sobre a temida crítica de moda


Eu bem poderia _e deveria, até_ fazer um balanço do São Paulo Fashion Week. Mas confesso que depois de três semanas de desfiles (Casa de Criadores, Fashion Rio e SPFW em si), minha cabeça ainda é um pastel de roupas, looks, cores e… as tais tendências.

Então me permiti aqui decantar as 800 coleções vistas (já que ainda temos um tempinho até essas peças chegarem às lojas e o masculino da Europa já está aí na rede) para compartilhar algumas considerações sobre a temida crítica de moda.

A quem ela serve, nos dias de hoje? Para nortear a indústria, principalmente. Já disse, e insisto, que o consumidor final pouco liga se, no pós-desfile, o/a jornalista xis gostou ou não do desfile. E lembrando novamente que um bom desfile não significa uma boa coleção. Quem gosta da marca vai à loja e compra o que lhe agrada.

Nesta temporada de verão 2011, alguma celeuma se deu em relação a algumas resenhas. Parece até que voltamos ao início dos anos 90, quando os estilistas ainda não haviam se acostumado a serem criticados e analisados publicamente, nos jornais (não havia a Internet, lembre-se). Receber um chocho impresso era considerado praticamente ofensa pessoal, e nós (os críticos) passávamos de seis meses a alguns anos até conseguirmos voltar a cumprimentar os estilistas, passada a ira.

Receber críticas não é de fato coisa lá muito agradável. Principalmente por trabalhos suados, sofridos, a custa de muitas horas de labuta, muita energia e algum dinheiro empregado neles. A primeira reação é a da mágoa, da incompreensão, passando depois pela raiva e finalmente pelo desprezo. Poucos são os que, antes da fase raiva, relêem o que foi escrito para um exame de consciência.

O peso de quem escreve importa, claro. Porém, num país de história de moda recente como o Brasil, é preciso dar voz às novas gerações de resenhadores, e deixá-la se exercitar. Ninguém começa acertando sempre, da mesma forma como bons e consolidados estilistas também são passíveis de erros.

Existem maneiras e maneiras de falar mal de uma coleção ou de um desfile. A responsabilidade e o respeito devem fazer parte da cartilha de quem escreve, como o bom português. Um jornalista sério de moda hoje deve ler muito (jornais, sites e boa literatura), ver exposições de arte; garimpar em locadoras; fuçar no You-tube; ouvir músicas novas; ter referências off-fashion. Se possível, viajar; se possível, freqüentar; se possível, se jogar na vida e em novas experiências. Exercitar a humildade e a tolerância. A autocrítica. Levar seu trabalho a sério todo o tempo sem se levar a sério todo o tempo.

Quanto aos leitores, menos pão e circo, por favor. É bobo respeitar (somente) críticos que detonam sem educação, adjetivando com leviandade ou aqueles que almejam visibilidade (ainda que tardia), os engenheiros sensacionalistas das obras prontas, aqueles que cultuam o chiste e o deboche em mesas de restaurante, salas de imprensa ou mesmo no twitter.

Cabe a todos nós aqui citados, portanto, conduzirmos uma nova etapa da moda brasileira (e não apenas a quem organiza os eventos e detém poderes). Sem patrulhas, fuxicos, ranços de autoritarismo ou hipocrisias de corredor.

Aqui neste espaço, estamos fazendo a nossa parte.

Erika Palomino

fonte@FFWBlog

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PENSATA DA PALÔ#11 ::



Quem traduz a vontade dos estilistas ??!

Antes de tudo, uma observação relativa à terminologia: stylist é a pessoa que FAZ o styling. OK?? Porque é comum quem não entende muito do riscado confundir uma palavra com a outra – o que é até piada interna entre os fashionistas.
Pois o styling nada mais é do que o tradutor/intérprete da imagem de moda. E na nossa contagem regressiva para o início dos desfiles de verão aqui no Brasil, é boa hora pra falar deles.
E de sua crescente importância. Em se tratando de passarela, os stylists vêm interferindo até mesmo no processo de criação e produção das marcas, entrando bem antes no trabalho, e não apenas na hora da edição dos looks. Como um consultor. Faz bem para a oxigenação do estilista ou da equipe de estilo ter alguém “de fora” com informações mais frescas ou com um olhar distanciado do dia a dia da empresa.

A stylist Melanie Ward, que nos anos 1990 foi responsável por eternizar as campanhas da Calvin Klein com a supermodelo Kate Moss ©Reprodução

Quando a figura do stylist apareceu, em meados dos anos 90, tratava-se apenas de um top produtor de moda. Com força e personalidade para interferir na visão do estilista sobre o que entra (ou não na passarela), e na concepção de cabelo e maquiagem, música, casting e direção de cena.

O styling, portanto, pode salvar ou afundar um desfile.

Num trabalho fotográfico, numa campanha, por exemplo, o stylist vem se tornando mais poderoso do que o fotógrafo, este ser mítico. E no mercado internacional, não são poucos os stylists com cachês mais altos do que os dos profissionais por trás das câmeras.


Katie Grand, stylist e atual diretora de moda da revista “Love”, ela assina todos os desfiles e campanhas da gigante Louis Vuitton ©Reprodução

Como ser um stylist? Deve estar se perguntando o leitor do FFW ávido por fazer parte deste restrito universo? O bom stylist deve ter, além da habilidade de compor os looks, informação de arte, cinema, música. Bastante coragem e persuasão. Ser charmoso, bem vestido, inteligente e engraçado – elementos fundamentais para o bom funcionamento do backstage e para o sucesso do trabalho.

Numa publicidade, o stylist é mais do que necessário, e este deve ter também noções do mercado em geral. Pois a publicidade, obviamente, deve ajudar a marca a vender. Entender o limite entre o comercial e o conceitual, definindo, em uma só imagem, todo o conceito da grife para aquela estação.

Emanuelle Alt, stylist e diretora de moda da “Vogue Paris”, é a responsável pelo resgate da marca Balmain nos anos 2000 ©Reprodução


Há menos stylists no Brasil do que eu gostaria. Até porque eu mesma sou péssima stylist! Não sei dar nem um laço ou fechar um botão, e quando faço edição de moda (o que não é a mesma coisa que styling), gosto mesmo é de juntar equipes talentosas, conceber e imaginar o resultado, e de colocar fogo e energia nas pessoas para que elas possam se jogar e fazer coisas malucas e nunca vistas!

Certa vez, na KEY, assim brifei um stylist: faça algo que você acha que nenhuma outra revista publicaria. Waal. Sonho e pesadelo: liberdade demais também pode enlouquecer um ser humano.

Nicola Formichetti, o stylist mais pop da atualidade: ele escolhe a dedo todos os figurinos da cantora Lady Gaga ©Reprodução

Na temporada, sempre gosto de acompanhar o trabalho de Pedro Sales, Daniel Ueda, Felipe Veloso, Marcio Banfi, Mauricio Ianês, David Pollak, Monica Florêncio Fernandes… Gosto de ver o exercício dos novos nomes na Casa de Criadores, e a acho chatão quando leio no release que o styling foi feito pela equipe da marca. E aí, gente? Vamos fazer a engrenagem da moda funcionar e ajudar a formar e a consolidar mais profissionais do estilo?

Boa sorte e boa temporada para todos nós!

Palô


>> MATÉRIA REPRODUZIDA DO FFW


Muito satisfeito quando vejo o assunto abordado. Raro e ainda incomum.

Gostei particularmente do seguinte comentário @

boring hunting disse:

‘O bom stylist deve ter, além da habilidade de compor os looks, informação de arte, cinema, música. Bastante coragem e persuasão. Ser charmoso, bem vestido, inteligente e engraçado – elementos fundamentais para o bom funcionamento do backstage e para o sucesso do trabalho.’

Sabiam que eu acredito que a habilidade de compor looks não é de fato a coisa mais importante? Uma vez li em algum lugar uma citação que dizia que ser stylist é como brincar de Deus. Criar almas, personagens, seres, criaturas para o universo ilusório da imagem e transfigurar tudo isso para a moda.
Sem falar que talento, linguagem e bom senso são na minha opinião os primeiros itens dos requisitos para um profissional de sucesso da área. Mas veja bem, tudo isso em questões práticas que não envolvem o questionamento da ciência do belo enquanto moda. Afinal não há repertório cultural, características de personalidade, guarda-roupas, samba, rock ou bossa nova que superem o mal gosto. Vide Brasil.